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Correio da Manhã

Opinião
8
20 de Julho de 2013 às 01:00

Ontem, Seguro escolheu os braços dos seus camaradas. Deu a Passos Coelho uma prova da cicuta que Passos antes ministrara a Sócrates.

O discurso de Seguro no início da noite de ontem é um discurso de campanha eleitoral. À portuguesa. Promete o céu e a terra a quem não tem dinheiro para pagar seis meses de salários e pensões sem ajuda externa. Seguro acha que ainda é assim o caminho para o poder. Assim o ensinaram as décadas que leva nos pantanosos corredores da política.

Pobre País, entregue a políticos que nem à beira do precipício se entendem sobre a maneira de cairmos com menos dano.

Pobre País, hoje governado por quem não ia subir impostos e amanhã nas mãos de quem hoje trava cortes e ajustamentos, que muito bem sabe inexoráveis. Pobres de nós, neste pobre País.

E, agora, o que pode fazer Cavaco? Marcar eleições seria lançar gasolina na fogueira dos juros. Resta-lhe pedir desculpa por mais este triste espetáculo. A maioria segue dentro de momentos.

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