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Carlos Anjos

Poderes do superpolícia

O dr. Mário Mendes exigiu mais poderes de coordenação para o secretário-geral de Segurança Interna, ou seja, para si.

Carlos Anjos 23 de Julho de 2010 às 00:30

Se analisarmos a Lei de Segurança Interna, constatamos que o titular desse cargo dispõe já de amplos poderes de coordenação, tendo inclusive em situações limite poderes de comando. Penso que o dr. Mário Mendes, por pudor, não disse exactamente o que deseja; ele não quer mais poderes de coordenação, deseja é mais poderes de comando e de direcção. Quando foi convidado para o cargo, foi apelidado de Superpolícia, e ao que parece acreditou que efectivamente seria o líder de todos os OPC’s, sendo mesmo o tal Superpolícia. Constatou depois que isso não era verdade e que a sua função era apenas conseguir uma concreta e efectiva coordenação entre todos os OPC’s. Não terá gostado. Fui e sou contra tal cargo. Sempre entendi que não era necessário criar um novo órgão para este fim, criando mais despesa pública.

Para conseguir uma verdadeira coordenação, bastava tão só que todos cumprissem a Lei de Organização da Investigação Criminal. Só que cumprir a lei é uma chatice, pois se tal fosse conseguido não haveria conflitos, estes não seriam dirimidos, logo não teríamos de criar novos órgãos que depois reivindicam mais poder, mais meios e mais dinheiro. Seria bem mais fácil cumprir a lei, mas assim é mais divertido.

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