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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Política bloqueada

A sondagem que hoje publicamos sobre intenções de voto e avaliação dos líderes partidários revela sintomas de bloqueamento na vida política: o PS cai, o PSD não sobe; o primeiro-ministro, José Sócrates, volta a descer, mas Marques Mendes continua ainda mais abaixo.

João Vaz 7 de Setembro de 2007 às 00:00
Os únicos políticos avaliados acima do 10 são os que nunca serviram para governar – Jerónimo e Louçã – e os cidadãos não desejam ver na administração do Estado, tão diminutas são as intenções de voto nos seus partidos. Quanto a Paulo Portas, parece um repelente. Desde que voltou à presidência do CDS-PP não pára de descer e até já está abaixo de Marques Mendes.
O sistema está exangue. Fraquinho e sem sangue. Mas à parte das danças de cadeiras, os instalados barricam-se nas suas posições partidárias. Não para defender ideias e projectos, mas só para se aguentarem na hierarquia.
Conto um exemplo: um pequeno patrão, motivado pelo empreendorismo à americana, atreveu-se a procurar vários dirigentes do partido a que pertence. Ameaçou até que tinha ideias para o País. Só encontrou respostas vagas e portas fechadas. Se quisermos interpretar o pavor suscitado numa estrutura partidária por quem quer inovar, temos de dizer que os instalados no sistema rejeitam a novidade porque não querem ser postos em questão.
O bloqueamento exige, porém, que o sistema político-partidário se resigne a arejar. A política portuguesa tem de aproveitar mais capacidades. É preciso avançar nas responsabilidades uninominais. Certo é que se o sistema não se regenerar vai à falência.
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