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Correio da Manhã

Opinião
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1 de Agosto de 2004 às 00:00
A segunda metade do ano deverá ser dominada por uma política monetária mais restritiva na presença de uma taxa de juro real negativa (taxa de juro nominal deduzida da inflação) num cenário em que a despesa e o investimento das empresas começam a ter sustentabilidade, o consumo e a confiança das famílias apresentam sinais de estabilidade, a taxa de desemprego encontra-se estagnada e existe a necessidade de algum arrefecimento do sector imobiliário.
Em termos de alocação de activos, os sectores mais prejudicados com a subida das taxas de juro poderão ser os mais alavancados, principalmente a fabricação automóvel, o sector do transporte, lazer e construção. Menos prejudicados serão os maiores geradores de ‘cash-flow’, como sejam os sectores de energia, alimentação, distribuição, farmacêuticos e serviços de telecomunicações.
As acções com menor índice de risco (menor beta) e as que possuem maior capitalização bolsista devem registar maior procura e os sectores bancário e segurador, sobretudo do ramo vida, poderão beneficiar após a total incorporação dos acréscimos das taxas de juro.
O enfoque continuará na solidez dos resultados trimestrais das empresas, no crescimento da poupança das famílias e nos níveis de cumprimento da dívida, destacando-se também as questões relacionadas com a reeleição da actual administração norte-americana e a inerente continuidade das políticas fiscal e orçamental expansionistas.
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