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Correio da Manhã

Opinião
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15 de Maio de 2004 às 00:00
Com a meticulosidade da formiga, a política social desenha-se nos tempos de crescimento para aguentar o embate das crises. Os subsídios de desemprego, doença ou rendimento mínimo constituem meios para a sociedade se defender da miséria e do desespero. São um factor de estabilidade, um travão à guerra civil nas ruas pelo pão de cada dia. É erro grave se alguém os confundir como um prémio por ter nascido ou um incentivo a não trabalhar. Ou até como recompensa de um seguro.
Torna-se, por isso, inquietante que seja exactamente agora que mais se fale de mudar, controlar e modernizar. É verdade que depois de décadas quase sem nada, as traves de um Estado Social numa Europa Social se edificaram nos últimos 30 anos com equívocos, erros e descontrolos. Nada se ganhará,contudo, para além de descofiança e descrédito, se a opção dos responsáveis das políticas sociais for persistir em pôr tudo em questão ou a mudar de sistema informático. É que assim não vai haver política social que aguente a crise.
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