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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Vaz

Por onde quebrar

A inércia mantém o governo. O descrédito torna, porém, difícil que alguma das suas decisões produza os efeitos desejados. A ineficácia funcionará no assalto fiscal igual ao que se tem visto. O aumento da receita será pífio. Não é assim que o Estado reduzirá o défice. A caça aos ricos à soviética não acaba com eles, como a História demonstrou. Só incrementa a economia paralela, a fuga de capitais e alastra as carências.<br/><br/>

João Vaz 14 de Outubro de 2012 às 01:00

Falta quem liberte o país do actual governo. Mário Soares, que delineou o sistema político democrático português, escreveu esta semana que a missão cabe ao Presidente da República. Foi assim que aconteceu com Eanes e Sampaio. Soares só não teve necessidade de fazê-lo devido à sua magistratura de equilíbrio partidário.

Com maioria, governo e presidente, o PSD não tem a quem passar a brasa. E necessita de coragem para concretizar a mudança. O PSD, que tantas vezes evoca o seu fundador Francisco Sá Carneiro, tem, no entanto, em quem se inspirar. Com o seu pedido de renúncia na Assembleia Nacional caetanista, em 1971, ele deu o golpe irremediável no poder. Hoje, os efeitos são mais rápidos. É um desafio para a maioria e as oposições resolverem o caso.

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