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Correio da Manhã

Opinião
16 de Agosto de 2013 às 01:00

Causou desconforto a perceção de que a recuperação de emprego verificada no último mês teve um largo contributo de funções com retribuições muito abaixo do salário mínimo, prestadas em centros globais de atendimento em linha.

O País dos centros de atendimento em linha (vulgo call centers) é a versão Crato/Coelho daquilo que Portugal poderia e deveria ser. Uma plataforma de serviços de valor acrescentado. Com a atração de serviços de médio e alto valor acrescentado, a nossa balança tecnológica tornou se positiva entre 2007 e 2010 e criaram-se milhares de postos de trabalho qualificados, sobretudo para engenheiros informáticos e outros especialistas em fornecer serviços de valor elevado em rede, incorporando conhecimento nacional. Esses serviços tinham, ao que me recordo, uma remuneração média de 1200 euros por profissional recrutado. Portugal atraiu profissionais vindos de outros países, criando uma comunidade de conhecimento muito competitiva. Crato/Coelho estão noutro ramo. Poupam na qualificação e oferecem mão de obra a pataco por um quarto deste valor. Portugal está em linha, mas na linha errada.

Carlos Zorrinho Nuno Crato Passos Coelho qualificação mão de obra
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