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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Portugal está a arder

Ontem de manhã, quem acompanhava a evolução da Bolsa portuguesa quase assistia a uma espécie de Alcácer-Quibir financeiro do País, com várias empresas de referência a perderem centenas de milhões de euros e o ritmo de perdas a duplicar o prejuízo da praça de Atenas.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 29 de Abril de 2010 às 00:30

E as empresas atacadas apresentam lucros e algumas vão dar dividendos generosos nos próximos dias, como é o caso de BPI, EDP e Portugal Telecom. O pânico foi para muitos investidores o melhor conselheiro e assistiu--se a uma grande pressão vendedora. 271 milhões de títulos mudaram de mãos na Bolsa portuguesa, o que é um indicador da volatilidade no dia em que o ‘Finantial Times’ escrevia que Portugal estava a arder.

Exceptuando o futebol, em que a Selecção ganha lugares no ranking da FIFA, a imagem de Portugal no Mundo está nas ruas da amargura, com custos que serão pagos durante muito tempo. Não são apenas os investidores estrangeiros que saem da Bolsa portuguesa. O prémio de risco que o País paga nas obrigações do Tesouro é pornográfico, já é mais do dobro do que muitos consumidores suportam de juros pelo seu crédito à habitação. Os bancos vão ter de pagar mais para se financiar lá fora. Com o investimento externo a fugir, a falta de dinheiro para o crédito é a outra má notícia que vai marcar o País nos próximos anos.

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