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Correio da Manhã

Opinião
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30 de Abril de 2010 às 00:30

Alguns de nós já o entenderam há muito tempo e agiram em conformidade: adaptaram os seus hábitos de consumo às suas reais possibilidades, orientaram os seus negócios para novas geografias onde já existe uma maior dinâmica e a perspectiva de maior progresso, diferenciaram os seus produtos e serviços. Vivem bem com a exigência acrescida que a globalização trouxe a Portugal. Estão melhor preparados para as dificuldades do presente. Porém, a vasta maioria dos portugueses não está preparada para o que está a chegar. A maior parte das famílias está significativamente endividada, muitas empresas não foram capazes de optimizar os seus recursos e o Estado cresceu ao ponto de dificultar, e muito, a nossa prosperidade futura. Pior ainda, há muitos portugueses que têm beneficiado das opções políticas erradas e do excesso de consumo interno: público e privado. Estes últimos vão, provavelmente, criar os maiores obstáculos à mudança. Uns e outros não podem determinar o nosso futuro a curto prazo sobre pena da maximização do prejuízo de todos.

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