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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Poupança sem atracção

A Euribor a seis meses já está perto de 1% e a taxa a três meses bateu ontem o mínimo de 0,762%.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 19 de Setembro de 2009 às 00:30

A baixa de juros é uma excelente notícia para quem tem empréstimos bancários, especialmente para habitação: em cada 100 mil euros de crédito, já poupa, face a igual período do ano passado, cerca de 200 euros na sua prestação mensal. Mas para quem tem poupança e não quer investir no sobe-e-desce da Bolsa e dos fundos de investimento, que agora estão em alta mas que num passado recente fizeram evaporar-se muitos milhões de euros, as alternativas não são atractivas.

Portugal precisa de aumentar a poupança, para depender menos do exterior para o investimento, mas agora os aforradores não têm grandes incentivos. O caso típico é o dos certificados de aforro, o instrumento de aplicação de poupança mais popular do País. Com as novas regras, as aplicações realizadas neste mês oferecem um juro de 0,975%. Por isso, não é de estranhar que o saldo das aplicações seja negativo neste ano em 96 milhões de euros. Apesar de o rendimento ser tão baixo, neste ano os portugueses aplicam diariamente cerca de 2,6 milhões de euros em novas subscrições dos certificados de aforro. Estes investidores mereciam que o próximo Governo revogasse o corte de rendibilidade que os certificados sofreram.

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