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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

PPR com falso brilho

Com o aproximar do fim do ano, bancos e companhias de seguros reforçam as campanhas dos PPR.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 26 de Outubro de 2010 às 00:30

O benefício fiscal é atractivo. Por exemplo, quem tem menos de 35 anos beneficia de uma dedução de 20% sobre as subscrições com o limite de 400 euros. Ou seja, se entregar 2000 euros poupa 400 em impostos.

Quem tiver entre 35 e 50 anos só poupa no máximo 350 euros em IRS, o que significa uma subscrição máxima aconselhável de 1750 euros, enquanto as pessoas com mais de 50 anos só deduzem até 300 euros, o que representa uma aplicação de 1500 euros. Mas nem tudo o que luz é ouro. A associação de consumidores Deco fez um estudo de mercado e concluiu que há produtos com comissões bastante elevadas. As entidades financeiras aproveitam o chamariz fiscal para cobrar dinheiro aos clientes.

A preocupação com a reforma é uma questão de bom senso, até porque se sabe que a Segurança Social dentro de 25 anos não vai poder pagar o valor correspondente às expectativas dos actuais contribuintes. Mas ninguém ganha em aplicar mais do que o dinheiro dedutível em impostos nos PPR. Por exemplo, os certificados de tesouro rendem 4,85% ao ano se forem mantidos a 5 anos e 6,10% se a aplicação durar 10 anos. As limitações dos benefícios em 2011 vão obrigar as instituições financeiras a mudar a sua gestão dos PPR, porque o Fisco vai reduzir a galinha de ‘ovos de ouro’.

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