Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
8
9 de Novembro de 2008 às 00:30

Significa um novo paradigma de acção internacional, com prioridade à diplomacia. Mas não se espere a abdicação do uso da força como último recurso e trunfo negocial. Prevalecerá a defesa dos interesses americanos. As prioridades são: colaborar no combate à crise financeira e à recessão económica, recuperar a credibilidade perdida pelos EUA e relançar as alianças desprezadas por Bush.

As difíceis realidades condicionarão fortemente o ritmo e a amplitude das mudanças e há o perigo de surgirem decepções. Mas há que confiar na personalidade, na sua equipa, na agenda anunciada e na predisposição dos países para a distensão política, especialmente dos aliados, cuja colaboração é indispensável. Quanto aos adversários, não se pense que pretendem negociar para ceder. Querem é melhorar posições.

A PERGUNTA DO LEITOR

- O mandato da ONU na R.D. Congo é suficiente para impedir novos massacres? (Maria Ramos, Almada)

- Depende da actuação dos rebeldes. Se forem agressivos, não me parece suficiente. Também pela limitada eficiência militar dos capacetes azuis.

Envie as suas questões para o general Loureiro dos Santos para o e-mail internacional@correiomanha.pt

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)