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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Previsões de faz-de-conta

O Governo fez a revisão em baixa das suas estimativas para o corrente ano e seguiu as projecções apresentadas pelo Banco de Portugal. Com base nesta revisão, o Executivo entrega o novo Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) e apresenta o chamado Orçamento Suplementar.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 21 de Janeiro de 2009 às 00:30

Várias vozes apontaram o cenário cor-de-rosa que o Governo insiste em apresentar, como se a recessão obedecesse a um decreto. E ontem até Vítor Constâncio contribuiu para descredibilizar os números do Governo.

O governador reconheceu, em Lisboa, que as condições económicas se degradaram e que as previsões de Inverno apresentadas a 6 de Janeiro, se fossem anunciadas agora, mostrariam um cenário mais negro, embora um pouco mais positivo do que o relatório de Bruxelas, que aponta para uma quebra de riqueza de 1,6 por cento do PIB. Explicou o governador que as previsões de Janeiro do Banco de Portugal baseavam-se em dados disponíveis em Novembro, acrescentando que as notícias dos últimos "dez dias acentuaram bastante o pessimismo sobre o crescimento na Europa".

Errar previsões nos dias que correm não é prova de incompetência, é resultado das mudanças bruscas. Mas é absurdo discutir um Orçamento Suplementar ou o PEC com previsões irrealistas.

 

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