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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Privados sem folga

O Governo sugere tolerância de ponto nas empresas. Mas não paga.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 26 de Novembro de 2020 às 00:32
O Governo lançou a confusão e a discórdia no seio das empresas privadas quando anunciou a tolerância de ponto nas pontes que antecedem os feriados de 1 e 8 de dezembro. A tolerância só é válida para os funcionários públicos. Para o setor privado, António Costa aconselhou as empresas a fazer o mesmo, mas não decretou a medida, nem está disponível para a pagar.

E o mesmo Governo que sugere folga para os privados, considera que os pais impedidos de trabalhar nos dias em que as escolas estarão encerradas não devem receber o subsídio previsto na lei que compensa pelo menos parcialmente a perda de remuneração. A lei feita para a primeira vaga do confinamento ainda está em vigor, mas a ministra da Presidência já garantiu que os pais não serão ressarcidos por eventuais perdas de rendimento com o acompanhamento dos filhos. Têm falta justificada, mas não recebem.

Em causa estão dois dias de vencimento que significa 7% da remuneração mensal.

Muitos pais que trabalham no privado ou abdicam de parte do salário, ou deixam as crianças com os avós, se puderem. Em tempo de pandemia, esta emenda arrisca-se a ser pior do que o soneto.
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