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Correio da Manhã

Opinião
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26 de Março de 2005 às 00:00
A comparação é obviamente com o professor Marcelo Rebelo de Sousa. Mourinho já deixou de ser treinador de futebol – hoje é uma personagem, um professor de futebol.
Foi importante – e certeiro – por exemplo ao comentar as expulsões do clássico de Alvalade. Para Mourinho, o árbitro deve ter a noção do que está em causa num jogo destes e tomar decisões indiscutíveis.
Por outras palavras, um árbitro é um juiz com poderes amplos, não é um fiscal de vistas necessariamente curtas. É isso, aliás, que distingue os árbitros bons dos menos bons, é a faculdade de perceber o jogo e os jogadores. É a diferença entre ter autoridade e ser autoritário. É a diferença entre Collina, ou António Costa, ou nos seus tempos António Garrido, e por exemplo João Ferreira. Os últimos incidentes entre Mourinho e árbitros, nomeadamente o caso de Anders Frisk no Barcelona-Chelsea, mostra porém que o professor nem sempre mede a tensão que se pode pôr à volta de um jogo. Há limites e fronteiras que não se devem ultrapassar e talvez a exposição que vai ter na televisão possa ajudar o treinador do Chelsea a compreendê-lo. Como escrevia Jorge Valdano, o futebol, o jogo, é apenas a menos importante das coisas importantes da vida.
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