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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Dezembro de 2006 às 00:00
João Ramos, magistrado do Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que também investiga e controla partes do maior processo sobre corrupção no futebol em Portugal, seria outro dos vice-presidentes, mas recusou o convite.
Carlos Esteves e Francisco Costa, dois arguidos do caso, foram escolhidos para presidente e vice-presidente do Conselho de Arbitragem, que escolhe e classifica os árbitros das ligas não profissionais (até agora, porque há intenção de a FPF centralizar o circuito, assimilando a Liga e a Liga de Honra, que são actualmente responsabilidade da Liga.
Gilberto Madaíl não vê qualquer polémica nestas escolhas. Pior. Justifica que é preferível ter estes nomes na estrutura que fora dela (?!).
Estes quatro factos retratam na perfeição o actual estado do futebol português e dispensam comentários. A promiscuidade é óbvia mas encarada como perfeitamente normal. O pior é que quem pensa assim soube sempre o que se passava nos bastidores e aceitou – e elogiou – os protagonistas. Mas agora não aceita que Carolina Salgado tenha a mesma credibilidade que eles enquanto testemunha.
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