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Correio da Manhã

Opinião
9
25 de Setembro de 2003 às 00:09
SIM
O ministro Lynce pede um ensino de qualidade mas não faculta os meios financeiros para atingir esse objectivo. A factura acaba por recair sobre quem quer estudar. E a injustiça é de tal ordem que uns pagam propina mínima e outros a máxima. Onde está, afinal, a igualdade de acesso ao ensino? Neste jogo onde cada faculdade estabelece as suas regras todos os protestos são legítimos. Mesmo com papel higiénico. Que mais não seja para ajudar a limpar a imagem do ensino...
Rogério Chambel (Subeditor Sociedade)
NÃO
As acções de protesto contra as propinas até se compreendem, embora os estudantes em vez de lutar contra o montante a pagar, devessem exigir como contrapartida do dinheiro um ensino de qualidade e acção social escolar para que ninguém fique fora do ensino superior, por falta de possibilidades económicas. O pagamento de propinas, com óbvia isenção para alunos sem recursos, é um acto de justiça social, porque os nossos impostos não dão para pagar tudo. Quanto à estética dos protestos, é muito papel higiénico e pouca imaginação.
Armando Esteves Pereira (Editor Executivo)
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