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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Novembro de 2005 às 00:00
Eu próprio defendi então a ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Parece francamente diferente a greve de ontem. Claro que ninguém gosta que lhe mexam nas rotinas e os professores também não. Mas há uma série de medidas, por ventura até cheias de razão, que na prática não funcionam.
Os alunos não querem as aulas de substituição, os professores também não gostam – é difícil que, assim, as coisas corram bem; há professores que têm de fazer substituições em escolas diferentes da sua e que não são na rua ao lado; há as reformas, há a extensão do horário e as reuniões e reuniõezinhas a que são obrigados para fazerem actas. E há ainda a área de projecto a que, na maioria dos casos, os alunos não ligam nenhuma.
E ao ver que o Ministério pôs na primeira página do ‘DN’ de ontem um estudo sobre faltas – como se a maioria dos professores o fizesse – por mim já era razão mais do que suficiente para a greve. A ministra tem que ter ‘fair-play’ e não provocar, ou achincalhar os professores. A maioria, creio, sentiu-se ontem achincalhada.
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