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Correio da Manhã

Opinião
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26 de Março de 2005 às 00:00
Despachado o Canadá – espera-se que com uma vitória minimamente robusta – segue-se o duelo com a Eslováquia em Bratislava. Aí, sim, a sério. É um jogo que pode impulsionar decisivamente Portugal para o Mundial, uma vez que os eslovacos parecem ser o nosso rival directo – têm os mesmos pontos perdidos (2) e um jogo a menos. Uma vitória na Eslováquia deixará Scolari à beira do apuramento e mesmo o empate não era nenhuma desgraça. Uma derrota é que não seria admissível. Porque o vice-campeão da Europa é claramente superior à Eslováquia (54.º) e porque Portugal já esgotou o ‘stock’ de resultados idiotas com o 2-2 de Liechtenstein.
O percurso da Selecção só não é irrepreensível por causa dessa palermice cuja “evitabilidade” a fantástica goleada (7-1) à Rússia, três dias depois, mais veio acentuar. Devíamos ter feito seis pontos nesses dois jogos e fizemos quatro. Ponto e não há volta a dar. Mas a Selecção, que tem sido nos últimos largos anos o maior orgulho do futebol português, continua a merecer todo o crédito, apesar de parte da crítica continuar a zurzir em Scolari ao mínimo pretexto. Ele tem dado alguns, é verdade, mas também tem conseguido resultados onde e quando interessa e isso não pode ser escamoteado.
Para muitos cronistas, o treinador que conseguiu o melhor resultado de sempre para Portugal e pôs um País inteiro orgulhoso de bandeiras à janela, está sempre a jeito para “apanhar”. Faça o homem o que fizer, mesmo aquilo nunca alguém fizera antes. Se foi à final do Europeu é porque também era o que faltava se não tivesse ido; se não convocou o sr. x é porque o devia ter convocado; se convoca o sr. y é porque não o devia convocar; se não ganhar este grupo é porque é pior do que o primo do rato Mickey (segundo Miguel Sousa Tavares); se o ganhar é porque nunca tivemos um grupo tão fácil; e por aí fora.
Depois da dramática implosão do Porto campeão europeu e mundial, cabe à Selecção e ao Sporting continuarem a defender o prestígio do futebol português. O Sporting tem feito uma bela campanha na Taça UEFA e, apesar das reticências publicamente expressas por José Mourinho (porque será?...), é evidente que, em condições normais, pode eliminar o Newcastle e lutar pela nossa terceira final europeia consecutiva depois de Sevilha e Gelsenkirchen.
Da selecção continuaremos a esperar resultados e exibições a sério nos jogos a sério. Quarta-feira é um bom dia para ganhar em Bratislava e arrumar já o assunto. Até porque a equipa do primo do rato Mickey ganhou lá por 1-1.
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