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Correio da Manhã

Opinião
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13 de Setembro de 2005 às 00:00
O novo treinador do FC Porto quer moldar Quaresma às boas regras da civilidade. Do trabalho colectivo. Da diluição individual no todo dinâmico. Para tanto, o pequeno ala tem passado pelo degredo do banco e da bancada.
Ricardo Quaresma está na fase decisiva da carreira e, por sorte, – ou azar, só o próximo futuro dirá – deparou nesta esquina do destino com Co Adriaanse. O técnico holandês está a revelar-se um mestre na gestão dos recursos humanos e nos tempos comunicacionais. Neste último capítulo basta recordar a forma como tornou públicos os contornos da situação que vivia Nuno Valente pela birra de Pinto da Costa. Na gestão de recursos humanos, o holandês escolheu uma vítima: Leo Lima e passou a mensagem do rigor. Elegeu um adversário: Jorge Costa, e provou-se fonte do poder. Nesta voragem de acontecimentos, a anarquia de Quaresma parecia descabida num onze escolhido da fartura. E assim seria talvez toda a época se... o génio não tivesse nestas coisas do futebol uma enorme palavra a dizer. É preciso paciência com os solistas que nunca serão meninos de coro.
Quaresma é um génio como sempre mostrou, desde que Bölöni o lançou com verdes 17 anos. No passado sábado precisou apenas de dez minutos para o provar.
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