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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Magalhães e Silva

Que vergonha!

Foi o assunto da semana. Pelas piores razões. Marinho Pinto na TVI. E se é certo que não gosto especialmente do estilo sexta-feira no telejornal da estação, foi a troca de insultos com Manuela Moura Guedes que veio demonstrar, perante o País e perante os advogados, que o bastonário da OA não é capaz nem de respeitar o cargo para que foi eleito, nem de se fazer respeitar.<br/><br/>

Magalhães e Silva 29 de Maio de 2009 às 00:30

Se Marinho Pinto entendia que a entrevista estava a violar a ética jornalística e a cortesia de quem convida, tinha dois caminhos: ou verberava, firme mas com modos, a conduta de que se sentia alvo, ou levantava-se e saía.

Ora o bastonário – a cabra foge para o monte – resvalou, exactamente, para o teor e para o estilo que a dignidade da sua função não autoriza – insultos e gritaria, na linguagem popular, peixeirada.

E isto acontece porque, como todos os autocratas, Marinho Pinto convive bem com o direito de antena, mas lida mal com a entrevista, i.e., o diálogo. Percebe-se melhor, então, por que motivo o bastonário quer extinguir os Conselhos Distritais – com eles, manda a gestão democrática que dialogue; sem eles, bastar-lhe-á a tribuna e o discurso... para mandar.

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