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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Junho de 2003 às 00:00
Os sócios e adeptos benfiquistas, porém, que tenham juízo muito juizinho, se não querem ver o Sr. Camacho (Camatcho, chama-lhe o meticuloso filólogo Rodrigues dos Santos, escrevo da semântica) antecipar-se à mítica implantação do TGV e voltar a sete pés para Madrid. E depois? E depois? Já pensaram bem o que seria do centenário Benfica e detentor do maior número de títulos, de taças, de troféus e outros símbolos de grandeza do futebol português?
O que vale é que, em primeiro lugar, o Sr. Camacho só admite uma hipótese a de ir-se embora, omitindo a de poder ser mandado embora; em segundo, o homem, que, em certa e atrasada edição do mesmo jornal, era comparado a "unha com carne" com o conhecido empresário e administrador de sociedades anónimas desportivas, só concretiza a "desfeita" de "s’enmerder" para o Benfica se o citado empresário e gestor desportivo deixar as suas funções no clube ou delas for destituído. Isto é: para o Sr. Camacho, o Benfica é o Sr. Vieira e o Sr. Vieira é o Benfica. Os dirigentes do clube, únicos e legítimos representantes dos tais seis milhões de benfiquistas, não contam: esses putativos (e nunca provados ou identificados) seis milhões, que são o alicerce, e a estrutura de suporte e o telhado da instituição, valem… zero.
Julgo que o Benfica – que fará 100 anos em breve – nunca terá sido tão gravemente desconsiderado e ofendido. Como é possível descaracterizar tão gravemente o Benfica? Como é que se pode, impunemente, tentar castrar o Benfica? Desta, nem o Sr. Jorge Nuno se lembraria.
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