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Correio da Manhã

Opinião
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22 de Outubro de 2006 às 00:00
Substituir a palavra ilegalidades, detectadas na auditoria do Tribunal de Contas (TC) por críticas, é sobranceria e falta de respeito pelos Portugueses. Estranhamente, o subdirector, Carlos Vargas, não foi também responsabilizado por “uso e aplicação negligente de dinheiros públicos”. Caldas foi nomeada à revelia da Lei Orgânica da CNB, pois não possuía passado artístico nem académico, e Vargas a necessária experiência técnica.
Os péssimos resultados artísticos passam pela exclusão de criadores nacionais (em benefício de trabalhos menores e perdulários do director artístico, Mehmet Balkan) e por um reconhecimento irrelevante.
A contratação de artistas estrangeiros disparou, sendo que, mais de metade dos nacionais ou não dançam ou fazem-no de um modo irregular esperando pelo prometido estatuto do “desgaste rápido”.
Durante anos foram assinaladas irregularidades de gestão mas o Ministério da Cultura limitou-se a mandar sucessivos reforços de verbas (para além dos milhões da EDP) e a oferecer o Teatro Camões. Agora, em vez de demitir a direcção, anuncia um adjunto da ministra para tudo controlar e a integração no Teatro de S. Carlos, voltando a um passado que não deixou saudades.
Esta semana seguiu para o TC um pedido de actualização da auditoria às contas de 2005.
Será possível que, perante um ‘buraco financeiro’ tão fundo, se fique por umas “recomendações” e que as culpas de Caldas, Vargas e Balkan morram solteiras?
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