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Correio da Manhã

Opinião
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6 de Agosto de 2006 às 00:00
Seja como for, Paulo Moita de Macedo foi corajoso em associar-se a esta iniciativa e abriu um precedente importante para todos os serviços públicos.
O que nós não sabemos, e gostávamos de saber são os nomes que constam de outras listas, igualmente importantes para o nosso dia-a-dia. Por exemplo, quantas queixas deram entrada no Banco de Portugal e quais são os bancos que mais maltratam os clientes? Quantas reclamações deram entrada no Instituto de Seguros de Portugal (ISP) e quais as companhias que são objecto de maior contestação?
Quais os serviços públicos de grande consumo (água, luz, telefone) que têm mais reclamações? Como actuam nestes casos? Tudo isto é possível saber-se. No início do ano, o secretário de Estado da Defesa do Consumidor reformulou e alargou o âmbito do Livro de Reclamções. Mais, deu instruções para que as entidades com funções de supervisão enviassem, até ao final do mês de Julho, um relatório com o número de queixas recebidas e a natureza das mesmas, para o Instituto do Consumidor. E é aqui que acabam as boas intenções. Aquele organismo, que escapou miraculosamente da primeira fase do PRACE, tem uma excepcional dificuldade em divulgar a informação que recebe. Perde-se assim uma excelente oportunidade para aumentar a transparência nos serviços financeiros, no sector segurador e nos serviços de grande consumo.
DÍVIDAS DO ESTADO TAMBÉM SERÃO DIVULGADAS
O presidente do Tribunal de Contas veio recordar a decisão daquele organismo de divulgar, já no final de 2006, as dívidas que o Estado tem para com os particulares. Guilherme de Oliveira Martins veio assim repor o equilíbrio entre o Estado e os cidadãos, numa altura em que a lista dos devedores ao Fisco veio criar algum receio de intromissão na vida privada dos contribuintes.
- O Governo ruma na próxima semana ao Brasil. Mais uma vez, a Economia ocupa uma parte importante da comitiva do primeiro-ministro. Era bom que se soubesse quais os resultados práticos que teve a anterior viagem de Sócrates a Angola.
- Foram descobertos dois novos casos de BSE nos Açores. A doença das ‘vacas loucas’ voltou ao léxico dos portugueses. Não há razões para alarme, dizem os técnicos. O sistema de controlo rápido da doença impede que os animais infectados cheguem ao matadouro. Mas a verdade é que este caso voltou a captar a tenção dos consumidores. E a gripe das aves ainda parece estar longe...
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