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Correio da Manhã

Opinião
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27 de Outubro de 2009 às 00:30

 De uma forma clara, o Presidente da República disse ao novo primeiro-ministro que "os cargos públicos são efémeros, mas o carácter dos homens é duradouro. Não são os cargos que definem a nossa personalidade, mas aquilo que somos em tudo aquilo que fazemos". Preto no branco, uma directa ao coração de José Sócrates. E para que os portugueses percebessem bem o que esteve no centro do conflito público e duro entre Belém e S. Bento, Cavaco Silva afirmou "que nunca faltei à palavra dada e aos compromissos que assumi, em público ou privado". Um discurso forte, sem papas na língua, directo ao homem que estava sentado ao seu lado e a quem tinha dado posse como primeiro-ministro. E se o Presidente da República insiste na cooperação estratégica com o Governo, Sócrates, na resposta, ficou-se pela cooperação institucional. Uma coisa é certa. Cavaco Silva fez um aviso forte e explícito ao primeiro-ministro: não lhe vai perdoar mais mentiras ou faltas de carácter, públicas ou privadas.

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