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Almeida Henriques

Quo vadis 2016?

Portugal precisa de um novo ciclo de investimento, a começar pela ferrovia.

Almeida Henriques 5 de Janeiro de 2016 às 00:54
Um ano novo é sempre um tempo de esperança refeita. Nas 12 badaladas, recusamos o pessimismo, estabelecemos novas resoluções e recobramos o fôlego. Depois dos brindes, a realidade teima em regressar ao exato ponto em que estava – motivo razoável para um exercício de antecipação do que virá a ser este 2016, em 10 palavras-chave.

Aniversário: das efemérides de 2016, destaco os 100 anos do Museu Nacional Grão Vasco. É a casa do nosso maior pintor quinhentista, no coração de Viseu. As comemorações acrescentam motivos de visita.

Banca: garantir a estabilidade do sistema financeiro é crucial para a confiança e um clima favorável ao crescimento. Deve estar no topo da agenda de Costa e Centeno.

Crescimento: a economia tem vindo a recuperar desde 2013 a taxas crescentes, depois do afundanço dos anos da crise. Em 2015, as exportações continuaram a crescer. É vital que o novo Governo garanta a continuidade desta ressurreição.
Espanha: quando espirra, Portugal constipa-se. A evolução favorável da situação política e da economia espanholas contará em muito para a nossa felicidade em 2016.

Geringonça: a "solução" política engendrada para sustentar a governação do PS é uma bomba-relógio. Terá em 2016 o seu teste de fogo.

Investimento: Portugal precisa de um novo ciclo de investimento, a começar pela ferrovia. Uma rede eficiente no país e de ligação à Europa é decisiva para a nossa competitividade e coesão. E há fundos que não se devem desperdiçar. Haja consensos, mas também decisões.

Marcelo: o "professor" é não apenas o mais bem colocado candidato a Belém, como o melhor. Em carisma, experiência, inteligência de diálogo e arbitragem. A sua eleição será uma boa notícia para o "país real".

Natalidade: a principal crise nacional continua escondida, mas felizmente menos. A recuperação da natalidade é ainda insuficiente. Estado Central não pode faltar a uma chamada onde apenas os municípios têm dito "presente".

Portugal 2020: é o Coelho Branco de "Alice no País das Maravilhas". "Atrasado demais…", faz desesperar o "país real". É o exemplo e o produto típicos do centralismo.

Terrorismo: a guerra do século XXI promete manter a Europa e o Mundo em sobressalto. A luta contra o terror é a causa dos nossos dias.
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