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Correio da Manhã

Opinião
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10 de Outubro de 2004 às 00:00
De Ricardo – mais uma vez mal batido –, a Paulo Ferreira – displicente no primeiro golo –, a Ricardo Carvalho e Jorge Andrade – a chutarem no ar e para fora –, até Deco – desapareceu depois do intervalo –, Pauleta, Tiago, e por aí fora, ninguém saiu dali imaculado. Mas também não o fica o seleccionador Scolari, o mais caro treinador em Portugal. Como acha que não tem de se submeter ao princípio do contraditório, mantém-se olimpicamente afastado da realidade. Com 1-2 esgotou as substituições aos 60 minutos, desenhando para a última meia-hora uma equipa mais defensiva do que aquela que tinha começado o jogo. E parece que as queixas do Manchester tiveram efeito – Ronaldo saiu nessa altura. Não são bons sinais quando a equipa já estava em perda, não é uma boa liderança, não é de alguém que conhece os jogadores.
Mas sendo embora campeão do mundo, ainda não nasceu o dia em que Scolari conseguiu trazer alguma coisa nova e boa ao futebol português. Pelo contrário, cada vez parece mais um homem que podia ser um puro produto do futebol português, de cabo a rabo.
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