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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Anjos

Realidade mutável

Quando em 2014 chegar o verão e os incêndios, vamos continuar a assistir à perda de vidas.

Carlos Anjos 6 de Setembro de 2013 às 01:00

Mais um bombeiro falecido e a tragédia continua. O problema está no facto de dentro de quinze dias os incêndios deixarem de ser notícia, sendo esquecidos.

Vêm aí as eleições autárquicas e depois o orçamento de estado e adeus incêndios, até para o ano. E nada se irá alterar. As matas continuarão a não ser limpas, a floresta continuará por reorganizar, os meios aéreos em número deficiente, e a prevenção inexistente.

Quando em 2014 chegar o verão e os incêndios, vamos continuar a assistir à perda de vidas, e ao espetáculo que os mesmos nos proporcionam na televisão, exigindo que os incendiários sejam presos ou mesmo atados a uma árvore e mortos.

Mas analisemos o passado: nos últimos 32 anos, entre 1980 e 2012, a área ardida anualmente não tem sofrido grandes variações – uns anos compensam os outros. Nesse período de 32 anos, faleceram no teatro de operações 206 bombeiros, o que perfaz uma média de 6,4 mortes por ano. Este ano já faleceram sete bombeiros.

Tudo continua na mesma e, se ao longo de 32 anos, nada mudou, por que raio iria agora ser diferente?

Carlos Anjos bombeiro morte incêndios
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