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Correio da Manhã

Opinião
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13 de Janeiro de 2005 às 00:00
Se pensarmos como o processo sobre as torturas da prisão de Abu Grahib tem evoluído nos Estados Unidos, temos uma imediata referência da superioridade democrática e é bom que tenhamos consciência dela. Os regimes não são todos iguais, o relativismo das “diferentes culturas” que tantas vezes se invoca é errado, há o bem e o mal na maioria das coisas de que se faz a sociedade moderna.
As dificuldades que enfrenta o Presidente da República ao abordar este tema são recorrentes com todos os chefes de Estado e de Governo que visitam a China. E também seria estultícia pretender que seria a diplomacia portuguesa que teria capacidade – ou interesse, visto que a diplomacia é um jogo de interesses – para alterar a situação. Mas os mercados são o que são, e a China é um mercado enorme e ainda por cima com uma taxa de crescimento que quase não tem igual no mundo.
É lógico, por tudo isto, que Jorge Sampaio tenha que se conter. É o realismo político e a consciência de que o voluntarismo produz, por vezes, efeitos contrários aos pretendidos.
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