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Correio da Manhã

Opinião
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12 de Maio de 2006 às 00:00
O chamado ‘Circo das Celebridades’ chegou, sem pompa ou glória, ao fim. Não merecerá nem um pequeno rodapé na História da televisão em Portugal. O conceito assemelhou-se a uma laranja seca que ainda se tentou espremer até à derradeira gota. Só que foi, claramente, um sumo artificial que se serviu mesmo aos mais crédulos espectadores.
O ‘Circo’ termina um ciclo de glória dos ‘reality shows’. Mesmo a nível internacional estes formatos vivem uma crise: parece que tudo o que era parolice já foi inventado. Há quase seis anos o surpreendente ‘Big Brother’ foi a locomotiva que levou o comboio da TVI até ao primeiro lugar nas audiências.
O País, desejoso de espreitar pelo buraco da fechadura, sentou-se no divã com os olhos fixos no televisor e a roer as unhas para ver quem era expulso. De ilustres desconhecidos passou-se para as ‘celebridades’, e mesmo se a fórmula já não era de sucesso garantido, não é menos verdade que ainda permitiu à TVI ir crescendo no horário nobre, através de uma estratégia bem montada de produção nacional. Hoje o público cansou-se de celebridades que já nem momentos de humor conseguem garantir.
Grande parte delas, como se viu neste ‘circo’, são eucaliptos que semeiam o deserto à volta. E sem isso não há audiências. A única razão para que os ‘reality shows’ existam.
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