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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

Reformas

Por maior que seja o nosso optimismo, não se pode olhar o actual panorama mundial sem se sentir alguma preocupação.

F. Falcão-Machado 21 de Janeiro de 2011 às 00:30

As crises internacionais assumem contornos inquietantes – recordemos o problema palestiniano; a questão nuclear do Irão; os atritos entre as duas Coreias; etc. – mas as crises internas de muitos países não deixam de representar igualmente ameaças à paz e segurança internacionais, como o demonstram os recentes incidentes da Costa do Marfim e da Tunísia ou a instabilidade sudanesa. E, como se isto fosse pouco, persiste a incerteza sobre o futuro da Europa e designadamente da respectiva moeda única, o euro.

Ora, na tarefa de reformulação das agendas de política externa dos diversos países, haverá que ter em conta que todas estas tensões assentam basicamente em dois tipos de causas: por um lado, a corrida ao controlo dos recursos naturais, principalmente energéticos, que volta a desenterrar as preocupações malthusianas da escassez; por outro lado, muitos daqueles conflitos têm uma raiz ideológica que se repercute em penosos choques culturais. As crescentes limitações que no campo prático se fazem sentir sobre a capacidade de intervenção das Nações Unidas tornam pois imperativa a sua reforma, sob pena de essa respeitável entidade naufragar nos pélagos de uma luta de interesses sem quartel.

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