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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Reformas em risco

O governador do Banco de Portugal explicou no Parlamento que os bancos devem perder cerca de dois mil milhões de euros com a transferência do fundo de pensões para a Segurança Social.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 7 de Janeiro de 2012 às 01:00

Mas não se pense que esta nacionalização é ruinosa para as instituições financeiras. Antes pelo contrário. Carlos Costa reconheceu que o sistema bancário sai reforçado desta nacionalização de responsabilidades com as pensões futuras dos bancários. Como salientou o deputado Honório Novo, a "Banca andava mortinha para se ver livre disto e aproveitou a oportunidade para vender ao Estado". Mas a receita que em 2011 colocou bem Portugal na fotografia do défice é uma ameaça para o futuro.

Para os contribuintes e para os milhares de bancários atingidos, a nacionalização já não será tão bom negócio. Uns vão ter de suportar a pesada amortização da receita extraordinária, e os bancários vão sofrer com a falta de recursos dos cofres públicos. Os 14 meses de reforma por ano estão em risco.

A linha de crédito anunciada pelo ministro da Economia é uma boa medida, apesar de a taxa de juro não ser barata. Mas é mesmo o melhor que se pode arranjar. 

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