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Correio da Manhã

Opinião
27 de Novembro de 2012 às 01:00
Este é um cenário que faz lembrar, para o bem e para o mal, aqueles dez anos de bipolarização absoluta (1985-1995) marcados pela luta sem tréguas e sem escrúpulos entre a potência emergente (FCP) e a potência instituída (SLB). Com uma particularidade: Pinto da Costa continua no activo, com os ‘tiques’ de sempre... embora noutra posição: agora é ele que defende a hegemonia. Domingo, em Braga, um filme tantas vezes visto.

FC Porto vencedor ‘in extremis’ não sem antes receber preciosa ajuda arbitral – um penálti perdoado (20’) que podia ter alterado o destino da partida. Como tantas vezes lhe tem acontecido na carreira, José Peseiro viu a sua equipa morrer na praia depois de se bater de igual para igual durante 90 minutos; para acentuar a crueldade, foi a infelicidade de um jogador bracarense que até estava a fazer uma grande exibição (Douglão) que abriu caminho à vitória portista, confirmada logo a seguir por Jackson.

Peseiro reclamou alto e bom som contra o penálti escamoteado por Xistra, António Salvador, significativamente, não disse uma palavra; ele que nunca deixa de protestar – e se tem tido motivos... – quando o Sp. Braga é ‘xistrado’ nos jogos com o Benfica e o Sporting. Um dia destes Salvador concluirá que o conceito de ‘grande’ implica trilhar sozinho a parte mais difícil do caminho. Sem tutelas nem subserviências. Justamente como Pinto da Costa fez nos anos oitenta.   
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