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Correio da Manhã

Opinião
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7 de Maio de 2005 às 00:00
Em 30 minutos televisivos se resume o que um dia na Baracha contém. E é a partir desta selecção de imagens que cada um de nós faz os seus juízos. Assim se gosta deste ou se embirra com aqueloutro... É como se fosse uma imensa representação onde cabem todos os tipos: do galã, ao chico-esperto, passando pelo fala-barato, pela sonsa e pelo vilão… E cada um acaba por vestir uma pele, basta pôr-se a jeito!
É isso: os melhores não estão em campo, são os que urdem, os que tecem, esta teia de emoções, de afectos, de contradições. E nós, os espectadores, somos levados a julgar que tudo decidimos.
Perverso? Sem dúvida! Mas igualmente fascinante, como trabalho de produção. E depois, é um jogo! E só entra no jogo quem quer!
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