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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Octávio Ribeiro

Remodelação terapêutica

Em Democracia, com as forças reaccionárias (por cá, sindicatos de inspiração PC e corporações poderosas) bem organizadas e uma opinião pública livre, é sempre assim – os governos começam a cair na popularidade com a acumulação de erros, incoerências e fechamento sobre as vozes dissonantes.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 22 de Outubro de 2006 às 00:00
Alguns sectores desse Governo entram pelo salve-se quem puder, descoordenado. Os ministros deixam de raciocinar sobre as críticas, os assessores perdem a capacidade de comunicar.
O Executivo entra no derradeiro bunker de yes men, que em circuito fechado tecem loas, registam injustiças e catalogam inimigos, até ser surpreendido pela inexorável queda nas urnas.
Não há nenhuma razão para um governo, no segundo ano de uma legislatura de quase cinco, com maioria absoluta, dar sinais que se podem tomar como os primeiros sintomas deste fim de ciclo. Porém, a última semana foi desastrada de mais para a equipa de José Sócrates. Depois do fim da crise decretado por Pinho, acabaram algumas Scut, a electricidade sobe vertiginosamente, na razão inversa da credibilidade do secretário de Estado Castro Guerra. Educação, Saúde, Defesa, Administração Interna, Finanças continuam o difícil combate pela mudança em terrenos cada vez mais hostis.
A opinião publicada afina pelo paradoxal diapasão da superficialidade das reformas e do seu exagero imposto de forma autoritária.
Veremos as próximas sondagens.
Sócrates tem de fazer alguma coisa para que o País não continue na mesma.
Está a chegar o momento de uma necessária remodelação.
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