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Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Resultado catastrófico

Os resultados da sétima avaliação da troika são arrepiantes, apesar de não constituírem surpresa. A tentativa de cura imposta pela própria troika e seguida com zelo por Vítor Gaspar agravou a recessão.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 17 de Março de 2013 às 01:00

Em cada revisão trimestral, o PIB cai, o défice sobe, e o desemprego atinge proporções catastróficas. Quando o ministro admite um patamar nos 19% está a falar de um milhão de pessoas sem emprego. E neste país a taxa oficial está longe de medir a realidade. Há milhares de pessoas que desistem de procurar emprego ou que fazem biscates de algumas horas e que não contam para as estatísticas. Portanto, quando as estatísticas dizem que há um milhão, na realidade haverá 1,5 milhões sem emprego.

A crise financeira desencadeada em 2008 e que levou ao ataque às dívidas soberanas do sul da Europa destruirá até final deste ano mais de meio milhão de empregos. Mas a crise financeira apanhou Portugal numa crise mais antiga. Há uma dúzia de anos que este país oscila entre a estagnação e a recessão.

O resgate europeu ao Chipre abre um precedente grave com um confisco dos depósitos. E até os aforradores com menos de 100 mil euros perdem 6,75%.

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