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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Junho de 2011 às 00:30

Também em Guimarães a crise tem deixado a sua pesada marca, traduzida num número de desempregados (11 866 em Março, representando 14% da nossa mão-de-obra activa) que coloca o concelho em quinto lugar a nível nacional, a seguir a Gaia (27 971), Lisboa (23 464), Sintra (18 123) e Porto (15 046).

Apesar de preocupante, o número de desempregados regista uma clara inflexão, em contraciclo com o todo nacional, fruto da retoma da actividade têxtil e do calçado, em produtos de maior valor acrescentado. Há três anos, tínhamos cerca de 17% de desemprego, contra um valor, na altura, de 8% no País.

Verifica-se pois um regresso dos grandes clientes americanos e europeus, em busca da qualidade, design, moda, serviço e credibilidade, inexistentes no Leste da Europa e na Ásia. Este sinal vem mostrar, como temos afirmado inúmeras vezes, que o mercado dá razão a quem aposta na qualidade e na satisfação das expectativas dos clientes.

A nossa região sempre foi um bom exemplo de capacidade empresarial e exportadora. Os nossos produtos sempre foram reconhecidos a nível nacional e internacional. Devemos utilizar todos os meios ao nosso alcance, para que esta situação continue a ser uma realidade.

Estamos assim convictos de que, apesar da conjuntura desfavorável, que teima em manter-se, há indicadores de que poderão estar a surgir novos ventos.

Há também projectos a decorrer em Guimarães que nos permitem acreditar no futuro: o Avepark, o Campurbis, bem como a Capital Europeia da Cultura 2012, serão também alavancas decisivas na aposta em novas áreas do conhecimento, no investimento em I&D e em actividades de alto valor acrescentado.

Acreditemos e trabalhemos arduamente para repor um futuro positivo nas nossas empresas!

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