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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Revolta contra o 10

O ranking das escolas com base nas notas dos exames do 12.º ano confirma o que já se sabia: as escolas públicas estão longe das virtudes de há 40 anos e mais, quando os melhores alunos do País se destacavam nos liceus do Estado.

João Vaz 24 de Outubro de 2007 às 00:00
Não é mais possível um currículo como o de Vítor Aguiar e Silva, catedrático de Teoria da Literatura, filho de um funcionário público e de uma doméstica, que no seu ano de 4.ª classe foi o único do concelho de Penalva do Castelo a entrar no Liceu de Viseu, mas sete anos depois acabou como melhor aluno de todo o País, com três 20, dois 18 e um 17.
Este ano, como de costume, as médias tornam a tabelas das 20 melhores escolas do País um reino do ensino privado e, de modo especial, dos estabelecimentos sob égide confessional. São as escolas que mais resistem a inovações com péssimas consequências na aprendizagem.
O ensino centra-se hoje tanto no aluno que acaba por lhe fechar a descoberta de novos horizontes e os socialmente mais carenciados são quem mais perde.
Este falhanço tem de preocupar os pais, que vêem a escola pública atolar-se. A subida da média geral de 10,05 para 10,24 só anima os resignados ao 10, que nunca chegou para se ser alguém ou fazer qualquer coisa.
Também na Educação é decisivo o desafio do Presidente da República quanto à urgência dos portugueses ambicionarem muito mais e muito melhor. A começar pelo estudo e saber. É a porta do futuro e da riqueza.
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