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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Outubro de 2009 às 00:30

Advogado, Ricardo Rodrigues apareceu ao lado de uma loira espampanante que se apresentou nos Açores como uma milionária que estava disposta a fazer avultados investimentos na Região.

Emigrante no Canadá, dizia-se possuidora de uma considerável fortuna e teve direito a imensas atenções da comunicação social local. A seu lado lá estava Ricardo Rodrigues, como advogado e procurador da senhora. À conta disso, passeou pelo mundo. As coisas correram mal e a agência da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo meteu um processo à senhora por uma burla de muitos milhões de euros.

O processo andou, houve muitas bocas nos Açores, a Justiça falava em gang internacional, e o agora deputado processou um jornalista que falou neste caso e num outro que envolvia uma rede de pedofilia na Região. O processo andou de mão em mão, como de costume, e Ricardo Rodrigues até se demitiu do Governo Regional antes de aterrar em Lisboa. Agora, a Relação de Lisboa não lhe deu razão, e no acórdão espanta-se com o facto de o deputado não ter sido investigado e levado a julgamento com a sua grande amiga Debora.

PRÁ FRENTEX CAMARADA

O Bloco de Esquerda passou a noite de domingo no Fórum Lisboa. É evidente que o ambiente era muito próximo do de um velório. No meio da tristeza, houve um homem que passou parte da noite a consolar os inconsoláveis. Foi Fernando Rosas. A dado passo saiu da sala, foi para a rua e aí teve uma longa conversa ao telemóvel com um camarada triste, muito triste. Homem experiente, com muitos calos, acabou a conversa com firmeza: 'Prà frentex, camarada. Prà frentex.'

A COISA ESTEVE PRETA NA SEDE DA S. CAETANO

n Parecia um velório. A noite de domingo na sede do PSD foi mesmo muito triste. Os jornalistas foram metidos numa cave e só tinham direito a água. Nem pão havia. Militantes, figuras gradas, nada. Dirigentes nem se via. Os resultados iam aparecendo, e nada. Tudo triste, tudo ausente, tudo calado. Finalmente apareceu Manuela Ferreira Leite. Com uns vice-presidentes e alguns funcionários. Mas num dos cantos da sala, meio escondido, estava António Preto, o deputado das notas.

COSTA TINHA MESMO RAZÃO

António Costa andava fulo com as obras na Fontes Pereira de Melo, que nunca mais acabavam e só provocavam engarrafamentos. A culpa era da empresa de gás e o socialista chegou a falar de boicote. E tinha razão. Não é que na segunda-feira, como que por milagre, as obras estavam prontinhas? Hum!

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