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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Roleta grega na banca

O governador do Banco de Portugal foi previdente, e sexta-feira, antes de conhecidos os resultados dos grandes bancos privados, avisou que os prejuízos se deviam essencialmente a factores conjunturais, como as perdas com a dívida grega, que penalizaram especialmente o BCP e o BPI.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 5 de Fevereiro de 2012 às 01:00

Carlos Costa sublinhou a robustez e a confiança na banca portuguesa, que vai ser reforçada com novos capitais, parte deles públicos. Tratando-se das instituições em que estão as poupanças dos cidadãos, o esforço pedagógico do Banco de Portugal é louvável, até porque a confiança dos depositantes é o principal activo de qualquer banco. Os grandes bancos sofreram um abanão, mas os depósitos não estão em perigo.

A compra de dívida grega foi uma tragédia financeira. Há perdas justificadas pela transferência de fundos de pensões, mas a crise bolsista e os erros clamorosos dos banqueiros na atribuição de crédito também afectam a saúde dos bancos. No tempo das vacas gordas, todos ganharam milhões; agora, nas vacas magras, é que se separa o trigo do joio.

O tabu do segundo resgate é como as novelas, que toda a gente sabe como acabam. Obviamente que Portugal terá um segundo pacote, mas o Governo não o pode admiti-lo agora.

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