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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Junho de 2006 às 00:00
O português chegou a capitão do actual campeão europeu, mas nem assim resistiu aos milhões do então ainda candidato Florentino Peres. Ronaldo segue-lhe, agora, as pisadas, ao assumir um compromisso com Villar Mir, homem que Peres tenta colocar na presidência do Real Madrid. Não está em causa o conteúdo: nem a melhoria de contrato, nem o legítimo desejo de ficar mais perto da família e da namorada.
Mas apenas a forma, ou seja, o facto de Ronaldo ter-se vendido como trunfo eleitoral a meio de um Campeonato do Mundo tão importante para ele e para Portugal. E de não ter garantido, pelo menos, o sigilo do acordo, voltando assim - depois das polémicas atitudes dos jogos de preparação - a expor-se de forma suicida. Ao confirmar publicamente que gostaria de abandonar o Manchester United, na semana que antecede um jogo decisivo com Inglaterra, o jovem português está a dar-se à morte junto da feroz Imprensa britânica. E se Villar Mir perder as eleições, corre inclusive o sério risco de complicar, ainda mais, a sua vida no clube inglês na próxima época.
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