RTP: A cilada dos relvistas para controlar a informação

RTP: A cilada dos relvistas para controlar a informação

Há dois casos no novo caso RTP. O caso das imagens — já muito tratado na imprensa — e o caso da demissão de Nuno Santos, cujos contornos a mesma imprensa tem ignorado. Dedico o Panóptico a este, anotado que fica que concordo que uma investigação independente do Estado (nem da RTP nem da PSP nem do MAI) averigúe os contornos legais do visionamento ou cedência de imagens.

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25.11.12
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RTP: A cilada dos relvistas para controlar a informação

O segundo caso é este: Nuno Santos foi vítima de uma cilada para colocar a Direcção de Informação (DI) da RTP ao serviço do governo. O assunto ficara esclarecido com o Conselho de Redacção, a Comissão de Trabalhadores e o "director-geral" Luís Marinho (entre aspas porque o cargo continua ilegal), e, através deste, com a administração.

Apesar disso, o caso foi reavivado três dias depois pelo "director-geral" e pela administração. Porquê? A meu ver, o "director-geral", o ministro Relvas, e o seu homem na administração, Alberto da Ponte, aproveitaram o caso para desgastar Santos, que vinha a desenvolver uma informação mais independente do poder político, desagradando a Relvas e relvistas na RTP. Apesar de esclarecido o assunto, os relvistas, pensando melhor, concluíram que podiam explorar o caso. Santos, percebendo a cilada, demitiu-se. Foi uma cabala própria dos mais ruins regimes de propaganda, autoritarismo e desinformação. O resto é fumaça, como o inquérito sumário e pré-decidido, tipo pré-25 de Abril, que Ponte mandou fazer. Ponte, cuja capacidade de gestão ainda não se viu, politicamente provou a sua submissão ao ministro Relvas.

Resultado? A administração de Relvas indica Marinho para DI. É escandaloso, em termos institucionais, que um antigo administrador da RTP regresse à DI. Ainda por cima, ele, o principal responsável pela informação, não só ficou de fora das acusações da administração, como é nomeado para DI. Se for aceite pela ERC, será um dos mais graves atentados à ética do jornalismo e da informação em Portugal nos últimos anos. E, jornalisticamente, é ainda mais escandaloso, conhecendo-se o tipo de relacionamento de Marinho com os governos (Sócrates e Relvas).

A tomada do poder da informação pelo relvistas inscreve-se na história: o poder político considera a RTP como sua, não como do Estado para servir os portugueses. Não há meio de sair deste ciclo infernal criado por PS e PSD; a independência das DI é uma excepção na habitual submissão.

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5 Comentários
  • De Lisboa25.11.12
    As prestações, desde que me recordo, foram sempre assim. Podemos não gostar - como eu não gostava da Manuela Moura Guedes
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  • De Luis Salgado25.11.12
    O quê, você está à espera que o "gravatas" tenha um gesto digno!!!??? Já não hà almoços grátis e nem no pai natal ninguém acredita.
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  • De J. Rodrigues25.11.12
    Análise lúcida, perfeita, completa de mais uma situação anómala dentro da RTP e do seu controlo pelos governos, que já se vem tornando corriqueira... Até quando a ERC continuará a ser fantoche dos mandatários de serviço?
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  • De carlos capela 25.11.12
    como é possivel que mundo vergonhoso tudo se passa em portugal,mas quando a vergonha atinje lilites eis que parasita RELVAS no meio da confusão apareçe como é possivel onde está a aoturidade deste primeiro ministro ão ac
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  • De Biladala25.11.12
    TVI-"Olhos nos olhos". Só a diferente vestimenta da Doutora Judite que varia de semana para semana permite concluir que não se trata da reposição exaustiva de programa gravado. Que cansaço! Que paciência a do Dr. Medina!
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