Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
6
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Fernanda Cachão

Sacrifício grego

O empobrecimento é o recibo que os gregos estão a passar à troika por mais um empréstimo, agora de 130 mil milhões de euros. Com eleições em Abril, a política partidária diverge, encarniçada nas suas convicções – a grega, como qualquer outra – nas respostas àquilo que ninguém pode saber: que vida há depois do sacrifício; que vida poderá haver sem sacrifício?<br/><br/>

Fernanda Cachão 14 de Fevereiro de 2012 às 01:00

O ministro da Economia alemão, Philipp Rösler, milita nos liberais do FDP, no poder com o partido democrata-cristão de Merkel. Foi Rösler que, em 2011, sugeriu a saída temporária da Grécia da Zona Euro. Agora Rösler veio e disse para o povo alemão tomar nota e toda a Europa ouvir: a salvação dos gregos é mais difícil do que a reunificação alemã [E, no entanto, esta fez--se.] "Podemos e queremos ajudar apenas se houver contrapartidas do lado grego. Outros países – Portugal e Espanha – estão muito mais empenhados do que os colegas na Grécia." Não nos alegremos, nesta Europa aflita é melhor passar desapercebido.

Para nos preocuparmos, não é preciso que os Rösler europeus tenham lido ‘As Farpas’ de Eça – "Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia (...)". A política, apertada pela economia, é mais volátil que o éter.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)