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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Sacrifícios do PEC

O ministro das Finanças disse ontem na Assembleia da República que o esforço de redução da despesa que virá no PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento, a apresentar a Bruxelas, e que prevê o caminho de redução do défice até 2013 para 3% do PIB) "afectará o investimento, os salários e também as prestações sociais".

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 27 de Fevereiro de 2010 às 00:30

Depois de ouvirmos alguns membros do Governo a prometerem a impossível quadratura do círculo da redução gradual do défice em mais de 5 pontos percentuais do PIB sem sacrifícios nem impostos, as palavras de Teixeira dos Santos mostram que ainda há um ministro das Finanças com os pés bem assentes na terra e que sabe que não há milagres.

Teixeira dos Santos não disse quais os sacrifícios e respondeu que "não podem fazer perguntas sobre o filme, que ainda não foi feita sequer a antestreia". No entanto, se o PEC fosse apenas um processo de boas intenções com as metas do défice mas sem o caminho razoável para lá chegar não convenceria os mercados e penalizaria ainda mais o prémio de risco que o País paga aos mercados externos.

O esforço que Portugal vai ter de fazer é parecido com o de quem tem de reduzir o peso por razões de saúde. Não basta dizer que se quer emagrecer, é preciso uma dieta adequada e muitos sacrifícios.

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