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Correio da Manhã

Opinião
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29 de Junho de 2012 às 15:00

No entanto as organizações patronais, juntamente com os trabalhadores e os actores políticos, podem encontrar uma solução para conseguirmos sair desta crise cíclica. Já na era industrial o País e o Mundo foram afectados por esse ciclo e ultrapassaram-no.

Agora que vivemos na chamada era global muitos destes problemas voltaram e estão a afectar a grande maioria das economias, com reflexo no nosso País. As políticas actuais trouxeram como resultado um favorecimento tácito para os grandes grupos económicos, contribuindo para monopólios. Desta forma o comércio tradicional no nosso País e os feirantes em geral têm sentido na pele os erros que têm sido cometidos devido ao favorecimento feito sempre em prol dos mesmos.

 As feiras estão ao abrigo de leis que remetem para as autarquias, o poder de gestão e de autorização sobre a actividade. Isto tem tido consequências de várias ordens como, por exemplo, as altíssimas taxas que as autarquias impõem aos feirantes para o exercício da sua actividade. Com isto, os feirantes sentem-se acorrentados às autarquias sem terem possibilidade de conseguirem alterar o estado destas situações e têm de, muitas vezes, recorrer a acções judiciais. No que diz respeito aos mercados municipais, tem havido um abandono total da grande maioria das autarquias, também elas tutelares (são os senhores e donos desses espaços).

Com o monopólio, esmaga-se tudo: os pequenos ficam mais pequenos. Há feirantes a desistir e até a emigrar. Mas como o Presidente da República diz, temos de voltar ao mar e à terra. E é com as microempresas que podemos sair da crise e criar riqueza.

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