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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

Santa Pachorra

Jó era um fazendeiro abastado e o Diabo apostou com Deus que se este lhe tirasse tudo menos a vida esse homem não continuaria a ser um servo fiel.

Joana Amaral Dias 9 de Junho de 2012 às 01:00

O Diabo perdeu a sádica jogada. Toda e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, já que nem os portugueses são ricos, nem Passos Coelho é Deus, nem Merkel o Diabo, mas parece que o primeiro-ministro está convencido de que se tirar tudo aos cidadãos, salários, bens, escola, saúde e até a dignidade, eles aguentam com paciência de Jó. Sim, só pode ser esse o sentido das suas palavras: admitir que as suas políticas têm sido violentas, injustas e estéreis e que, mesmo assim, os portugueses tudo aguentam. Caso contrário, a que propósito elogiaria a sua paciência? Só não se percebe muito bem a radical mudança de opinião do PM. Afinal, há poucos meses, considerava o seu povo piegas, queixinhas, lamechas, e, agora, entende que somos muito tolerantes e submissos. Talvez o problema maior seja mesmo esse – Passos não tem a mais pálida ideia de quem são os portugueses. É um primeiro--ministro que ignora os que governa. E isso sim, é de tirar a paciência a um santo.

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