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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Agosto de 2007 às 00:00
O afastamento de Fernando Santos do comando do Benfica torna o engenheiro a incontornável figura da jornada. Santos, benfiquista desde pequenino, tornou-se na principal vítima de um atabalhoado início de época pelas bandas da Luz, uma confusão de que o próprio capitão Nuno Gomes não se escusou de se queixar publicamente no final do jogo com o Leixões.
Não é que o mui devoto Fernando Santos seja um treinador estimulante (antes pelo contrário), mas essa (sensata) conclusão podiam-na ter tirado os dirigentes encarnados no final da temporada anterior, poupando-se à decisão pouco compreensível de despedir o treinador logo à primeira jornada.
A saída de Simão e, sobretudo, a forma do abandono de Manuel Fernandes – provocando óbvios rombos no esquema ensaiado pelo treinador na pré-temporada –, assim como a chegada tardia dos reforços, são factores que não podem ser imputados ao treinador, que volta a fazer o histórico papel de elo mais fraco.
E a forma como chega Camacho, depois de ter passado umas férias com Luís Filipe Vieira, deixa a ideia de que estava tudo a ser cozinhado nas costas daquele que já foi o ‘engenheiro do penta’, mas que no Sporting e Benfica não passou do ‘tenta’.
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