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Correio da Manhã

Opinião
21 de Agosto de 2007 às 00:00
O Benfica não podia continuar a deixar a equipa arrastar-se na apagada e vil tristeza dos últimos três anos, pondo à prova a capacidade de sofrimento dos adeptos. A solução vem nos livros. Santos é o que é, mas não será o único culpado do desenlace, há outros pecadores para aquelas bandas e três vezes seguidas era de mais.
O pior é que só há dois tipos de treinador, os bons e os maus. A olho nu, são todos farinha do mesmo saco: ex-jogadores ou não, fazem uns cursos (às vezes, nem isso) e ei-los numa das mais bem pagas profissões dos nossos dias. Onde fazem todos o mesmo: dão ou arranjam quem dê preparação física, tentam aperfeiçoar os seus jogadores na técnica e na táctica, falam-lhes sobre normas e modelos que são conhecidos.
Então por que é que uns triunfam com inegável regularidade, outros somam desastres? Porque uns ‘sabem’ falar com os atletas, mobilizá-los, insuflar-lhes ânimo, confiança, outros não. Santos, como a equipa, era um homem hesitante, triste, sem chama, uma espécie de Jesualdo sem Quaresma. Acha que algum deles o convenceria a comprar-lhes um carro usado?
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