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Correio da Manhã

Opinião
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Paulo Fonte

São rosas, senhor

A flor elimina pensamentos negativos e transmite um maior encanto à vida. Talvez a pensar nesta poética evidência, a secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros acaba de celebrar um contrato anual de aquisição de arranjos florais no valor de 18 mil euros.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 26 de Maio de 2012 às 01:00

Embora com um valor bem abaixo do que possa ganhar qualquer gestor público, esta não parece ser a melhor opção para quem elege as palavras ‘corte’ e ‘poupança’ como a única salvação. Em termos de mensagem para quem sofre na pele a recessão, de certeza que não o é.

A notícia foi divulgada por este jornal na mesma semana em que a OCDE diz que a economia portuguesa está pior do que o Governo anunciou e que o défice será superior às metas do ministro das Finanças. E no mesmo período em que se sabe que entre 2010 e 2016 o salário dos funcionários públicos vai sofrer uma redução de quase 40%.

José Sócrates chegou a prever 63 mil euros em gastos com flores só para a sua residência oficial, mas é bem verdade que o actual Governo sempre fez gala em cavar um fosso com quem o antecedeu. Para já, e neste particular, reduziu os valores, mas o gosto pelas rosas e tulipas não se perdeu. Ou, melhor, o gosto pelos jogos florais.

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