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Correio da Manhã

Opinião
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20 de Fevereiro de 2010 às 00:30

E ele escreve com um despudor próprio dos irresponsáveis, que há ou houve um "polvo" que esteve ou está a ser montado para controlar os meios de comunicação social. José António Saraiva faz jornalismo como fez arquitectura, mal, não foi de modas e chapou as "cabeças" do "polvo" no topo da sua página. Sócrates, Nuno Vasconcelos, José Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Marinho Pinto e outros. Imaginem, lá está também a minha foto. Saraiva considera-me uma cabeça do "polvo" que ele tem na cabeça. No texto, o Director do ‘Sol’ tenta justificar a mixórdia que preparou. Diz ele, "paralelamente, foram aliciados antigos jornalistas ou pessoas com ligações aos media, como o bastonário dos advogados, Marinho Pinto, o ex-director da SIC Emídio Rangel ou o ex-presidente da RTP João Carlos Silva".

Com a tranquilidade própria de quem está de consciência tranquila, posso afirmar que José António Saraiva é um mentiroso sem vergonha, acusa sem nenhum fundamento, manipula a informação ao sabor dos seus devaneios.

Nunca fui contactado por ninguém para "montar um grupo de media afecto ao Governo" e, por isso, não participei em nenhuma reunião, em nenhum encontro, não falei com nenhuma das pessoas do "polvo" sobre tal assunto. Nem Saraiva nem ninguém da sua equipa de "salteadores da arca perdida" pode infirmar o que digo. É a verdade. Percebo no entanto o raciocínio simplista que esteve na base desta infâmia.

Acredito em Sócrates e entendo que foi um dos melhores governantes do Portugal Democrático. A verdade é que, desde a tomada de posse de Sócrates, falei com ele duas ou três vezes, em eventos sociais. Nunca estive em São Bento, nunca lhe telefonei, nem ele a mim, nunca lhe pedi nada, e vice-versa. Escrevo o que penso, exprimo as minhas convicções, exponho as minhas ideias, sem tutela alguma ou intervenção de alguém. Não sou militante do PS nem de nenhum outro partido.

Sou independente, penso por mim, o meu passado à frente da TSF e da SIC mostram à sociedade como sempre prezei os valores do bom jornalismo. Estou de mãos limpas e não tenho telhados de vidro. Posso por isso repetir que José António Saraiva é um caluniador que escreve a verdade ou a mentira com a mesma displicência, um militante da insídia sem nenhum respeito pela honra e dignidade das pessoas. Não está, de certeza, ao serviço das boas causas do jornalismo.

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